A
Igreja Católica Apostólica Brasileira (também conhecida como ICAB)
é uma Instituição religiosa, Cismática fundada em 6 de julho de
1945, por Dom Carlos Duarte Costa.
Dom
Carlos Duarte Costa estudou no Colégio Interno Pio-Latino Americano,
formando-se em Teologia e Filosofia. Ingressando no corpo clerical da
Igreja Católica Apostólica Romana recebendo sua ordenação como
presbítero em abril de 1911, Vigário Geral da Arquidiocese do Rio
de Janeiro em 1923 e segundo bispo de Botucatu em 1924.
Dom
Carlos foi um sacerdote de grande atuação em sua época, seja no
âmbito político onde apoiou a Revolução Constitucionalista de
1932 quanto no social, com fortes ações humanitárias em Botucatu.
Em 1937 chamou a atenção da Curia Romana, devido aos gastos
excessivos em ações sociais. O acumulo excessivo de bens pela
igreja era uma das críticas de Dom Carlos, que ao ser investigado
por utilizar esses bens em favor dos pobres pediu renúncia do cargo
em Botucatu. Dom Carlos foi então sagrado como Bispo de Maura, uma
diocese extinta no norte da África.
Durante
seu ministério na Igreja Romana Dom Carlos se mostrou contrário a
certos dogmas impostos aos fiéis e ao clero. Apesar de ter se
mantido celibatário durante toda a sua vida, Dom Carlos era
contrário a exigência obrigatória do celibato aos sacerdotes. A
influência da igreja em assuntos de estado também era algo que
chocava ao bispo, pois iam de encontro às ideias do Próprio Cristo,
quando Ele mesmo afirmou: “Daí a César o que é de César e a
Deus o que é de Deus”. A soberania e infalibilidade do bispo de
Roma era outro ponto de discordância. Dom Carlos buscou durante todo
seu sacerdócio argumentar e dialogar com as autoridades romanas
sobre tais discrepâncias, porém o totalitarismo romano não
aceitava tais indagações.
Precursor
de uma série de pensamentos e ideais que iriam nortear diversos
movimentos clericais no futuro. No início da década de 40, o
Reverendo Hewlett Johnson, Deão de
Canterbury da Igreja Anglicana escreveu um livro chamado "O
Poder Soviético", onde defendia o
regime socialista instaurado na Rússia, que vinha atender
aos anseios de uma população tiranizada à séculos por um regime
imperial tirano e retrógrado. Solidários aos anseios dos pobres,
Dom Carlos prefaciou este livro, o que gerou comentários por todo
mundo, pois se tratava de um sacerdote católico defendendo um
sacerdote anglicano, em uma época onde a irmandade
interdenominacional ainda era vista com maus olhos por muitos.
Infelizmente,
alguns de seus irmãos de oficio, tentados pelo poder secular,
passaram a descaracterizar o discurso de Dom Carlos e a taxá-lo
de comunista. Em 6 de junho de 1944 oficiais do governo foram até a
sua residência no Rio de Janeiro e o prenderam. Durante três meses
uma série de comoções tomaram o país pela libertação do bispo,
com pedidos diretos da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e
até mesmo do presidente norte-americano e das nações unidas. Em
setembro daquele ano Dom Carlos foi libertado.
Com
o fim da 2ª guerra mundial, um novo escândalo abalou a confiança
do povo no Vaticano – estado clerical para ser o berço da Igreja
Romana, criado alguns anos antes pelo líder fascista Benito
Mussolini. Muitos dos oficiais nazi-fascistas capturados seriam
julgados em Nuremberg, pelos crimes de guerra e contra a humanidade
cometidos por seus regimes. Como dívida pela criação de seu
próprio estado, a Igreja de Roma auxiliou a fuga de muitos desses
oficiais para o continente americano, através da chamada "Operação
Odessa". Essa foi denunciada publicamente por Dom Carlos, que
atraiu para si a ira do então bispo de Roma Pacelli (papa
Pio XII).
Foi
assim que em 06 de julho de 1945, Dom Carlos lançou o manifesto de
nascimento da Igreja Católica Apostólica Brasileira com o fim claro
de ser uma Igreja para Deus, o Cristo e o Povo ao contrário da
Igreja Romana que se tornara uma igreja para o poder secular. No dia
seguinte a criação da ICAB o Papa Pio XII decretou a excomungação
de Dom Carlos, porém já era tarde demais, visto que ele já não
mais se encontrava sob jurisdição do Vaticano.
Foi
assim que Dom Carlos, já separado da Igreja de Roma, continuou a
pregar a palavra de Deus. Dom Carlos Duarte Costa foi o pioneiro
da Teologia da Libertação. Sem se deixar abater pelo
cisma que provocara, Dom Carlos, viu que Cristo lhe havia
confiado esta importante e Santa Missão: organizar a Igreja
do povo, para povo e pelo o povo, que teria a
mesma Fé Católica e Apostólica, mas se diferenciando por não ser
Romana e, sim,Brasileira,
capaz de se expandir pelo mundo, sem aquele poder imperialista, mas
com a glória do poder do Espírito Santo. Sem um “papa”, líder
soberano e “infalível” - só Deus é Infalível e Soberano - Sem
dogmas definido por infalibilidade papal, pois o homem tem
o livre arbítrio dado por Deus, porém aceitando as definições
dogmáticas dos 7 (sete) primeiros Concílios Ecumêncios; sem a
obrigatoriedade do Celibato, pois o casamento é uma Instituição
Divina; sem discriminar a mulher que sempre teve uma presença
marcante em todas as Igrejas cristãs; tudo isso com uma inabalável
Fé em Cristo Jesus Nosso Senhor, andando de mãos dadas com a
Ciência; desfraldando a sua nova bandeira de luta, por: Deus,
Terra e Liberdade!
A
ICAB é uma Igreja livre, que luta pela libertação do homem com
relação aos apegos materiais; respeitando “o princípio da mais
ampla liberdade de pensamento, em matéria religiosa, civil,
política, científica e filosófica, não podendo qualquer pessoa
ser inquirida, sob nenhum pretexto, com relação as suas crenças,
para que não fique condicionado ou limitado qualquer direito ou
dever”, defendendo a igualdade de direito para todos – levando em
consideração as suas diferenças, sem nenhum tipo de descriminação.
Mesmo
diante da História, algumas pessoas ainda se questionam sobre a
validade da Igreja Católica Apostólica Brasileira, porém preciso
se recordar que a ICAB traz consigo uma autêntica Sucessão
Apostólica, outorgada por Dom Carlos Duarte Costa, cujo poder
sucessório adquiriu na Igreja Católica Romana, onde foi sagrado
Bispo.
A
ICAB é uma Igreja Santa, não só pela Cabeça, que é Cristo, mas
pelos seus membros, santificados pelo Batismo. A validade dos seus
Sacramentos permanece pela força e pelo poder de Cristo Jesus,
Ministro prioritário dos mesmos. Ante a sociedade secular a ICAB é
reconhecida como uma associação civil, de personalidade jurídica,
de âmbito nacional, registrada em Cartório desde 26.06.1945. Seu
legalidade é reconhecida podendo exercer ante o povo brasileiro
todas funções eclesiásticas que lhe competem, inclusive celebrar o
casamento Religioso com efeito Civil; tendo toda a liberdade de
culto, garantida pela Constituição Brasileira e por Acórdão do
Supremo Tribunal Federal.
Segundo
o Artigo 4º de seu Estatuto Interno, a ICAB tem por finalidade:
a)
Proporcionar a seus membros meios para alcançarem, pessoal e
socialmente, um conhecimento religioso progressivo, dirigido pelo
Espírito Santo, alimentados pelos ensinamentos de Jesus Cristo;
b)
Promover o culto Cristão, a obediência a Deus, às Suas Leis e à
pregação de Sua palavra; c) Ministrar os Santos Sacramentos, sinais
visíveis da graça Divina;
d)
Manter a fraternidade universal e Evangelizar o BRASIL.
A
ICAB faz o seu apostolado, seguindo os ensinamentos e a ordem do
Cristo que diz: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as
nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito
Santo; ensinando-os a guardar todas as cousas que vos tenho ordenado.
E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do
século”. (Mt 28,19-20).

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