Gorette Brandão
Sem esperar o fim do recesso, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) já encaminhou um requerimento de audiência à secretaria da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). O senador, que preside a comissão, quer a presença de representantes das três operadoras, da Anatel e também da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça.
Rollemberg já se manifestou em apoio à decisão da Anatel, que a seu ver mostra empenho em cumprir sua missão legal de fiscalizar e controlar os serviços de telefonia móvel. Em entrevista à Rádio Senado, ele salientou que as companhias do setor nada mais são que concessionárias de um serviço público e não estão correspondendo ao que delas se espera.
- As empresas de telefonia vêm batendo recordes em reclamações dos consumidores com a prestação de serviços de péssima qualidade. Portanto, a decisão da Anatel é absolutamente correta – comentou.
Integração de plataformas
O presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação,
Comunicação e Informática (CCT), Eduardo Braga (PMDB-AM), também quer
promover uma audiência em agosto com participação da Anatel e das
operadoras, mas pretende chamar ainda um representante do Ministério das
Comunicações. Entre outras questões, será avaliada a proposta de
integração das plataformas – as torres de transmissão – operadas pelas
companhias.O senador Walter Pinheiro (PT-BA), que integra a CCT, acredita que a integração de plataformas pode solucionar parte dos problemas que hoje estão comprometendo a qualidade dos serviços. À Agência Brasil, ele disse que a medida pode garantir a integração de mais 16 milhões de brasileiros aos serviços de telefonia móvel e assegurar uma boa cobertura de sinal telefônico no país.
- As operadoras não serão prejudicadas: ao contrário, elas garantirão um serviço um serviço de qualidade que, por consequência, vai trazer mais clientes – acredita Pinheiro.
Eduardo Braga admite que a integração de plataformas pode ser um avanço. Porém, disse ser necessário verificar se não existiriam restrições à medida nos atuais contratos de concessão.
Plano de ações
A proibição temporária da venda de chips e modems para novos
clientes começou a valer desde segunda-feira (23). O desbloqueio
dependerá de compromisso das empresas com investimentos para ampliar a
infraestrutura dos serviços. A Anatel determinou um prazo máximo de 30
dias para que as operadoras entreguem planos de ação.A falta de investimentos em infraestrutura para atender ao crescimento do uso das redes poderia levar a um “dano sistêmico” no setor de telecomunicações, conforme análises incluídas nos processos que determinaram o impedimento da venda de dispositivos que vazaram para a imprensa.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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